sábado, junho 02, 2012

Orientação aos Auxiliares de Creche do Município do Rio de Janeiro que atuam em desvio de função.

Este vídeo foi feito pela Drª Luciana Bahia, do escritório de advocacia Dr.Bernardo Brandão com o intuito de comentar sobre o desvio de função sofrido pelos AACs na PCRJ.

Estão sendo deferidas sentenças onde são julgadas procedentes as indenizações por desvio de função do grupo autor, condenando a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro a indenização pelas diferenças salariais.
"O juiz não é nomeado para fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis." Platão
A luta continua até a vitória almejada!


domingo, maio 27, 2012

Manifesto pelo colo - Dora Incontri

Para os tecnicistas desumanizados de plantão, para os que medicalizam a educação, para os que não querem ter trabalho ao cuidar das crianças, para os que temem se envolver emocionalmente com bebês e crianças (como se isso fosse possível e desejável!), para os que colocam as regras institucionais acima das carências humanas, para os que não entendem nada do sentimento humano de aconchego… para esses que negam ou acham que devem negar ou mandam que outros neguem o sagrado dom do colo para as crianças, vai esse manifesto poético.

Bebês precisam de colo, crianças precisam de toque e carinho, suavidade e afeto. Todos precisamos. Mas a criança precisa disso para se desenvolver bem, saudável, confiante, tranquila. Não se acostuma mal a criança por se dar colo. Ao contrário, acostuma-se mal quando não se dá. Ela experimenta a sensação de abandono, frieza, desconforto. Não se sente amada e protegida. Como nos comunicamos com um bebê? Em primeiro lugar através do toque, do abraço, do afago; depois da tonalidade amável e doce da voz… Precisamos recuperar essa sensibilidade instintiva que a nossa civilização tecnocrata abafou e proibiu.

Sim, bebês e crianças pequenas querem, pedem e precisam de COLO! Vamos oferecer o nosso e isso nos fará muito bem!

A semente que será
Árvore vinda do solo,
O que é que a terra lhe faz?
Acolhe-a e lhe dá colo!
As aves que vão e vêm
No mundo de polo a polo,
Nos ninhos sob suas asas
Aos seus filhotes dão colo…
A cadela vigorosa
Com que no jardim eu rolo,
Como mãe se transfigura,
Lambendo a cria, dá colo!
O pinguim na fria neve,
A águia em seu voo solo,
A leoa na campina,
Aos seus rebentos dão colo!
E eu como humano adulto
Se em sofrimento me esfolo
Que mais queria ganhar
Que um quente e materno colo?
Filhotes, crianças, homens,
Tudo o que vive e respira,
Quer aconchego e carinho
E não dureza que fira!
O bebezinho quer colo
E a criança, ser tocada
Porque é só no pele a pele
Que se saberá amada!
Não há choro, não há dor
Nem birra, nem gritaria,
Que um toque suave e terno
Não transforme em calmaria!
A criança respeitada
Acalentada, cuidada,
Acolhida o tempo todo,
É criança equilibrada!
Nada de teses frias
E os adultos no embaraço!
A criança quer afeto
Com toque, beijo e abraço!
Para fazermos do mundo
Um lugar acolhedor,
Saibamos dar às crianças
O nosso colo de amor!

http://doraincontri.wordpress.com/2012/05/15/manifesto-pelo-colo/

sexta-feira, maio 25, 2012

Esqueceram dos AACs?

Não fomos listados como servidores lotados e em efetivo exercício na Secretaria Municipal de Educação. Os Agentes Auxiliares de Creche ficaram esquecidos no Projeto de Lei nº 1.378/2012.


Meia entrada para professores municipais do RJ


O vereador Ivanir de Mello (PP) encaminhou à Câmara do Rio o Projeto de Lei nº 1.378/2012, que altera a Lei nº 3.424, de 18 de julho de 2002, que instituiu a meia entrada para os professores da Rede Pública Municipal. A proposta visa estender o benefício aos profissionais que trabalham no apoio à Educação do município.
Além dos professores, o projeto determina que os servidores lotados e em efetivo exercício na Secretaria Municipal de Educação tenham direito ao pagamento de 50% do valor cobrado para ingressos em estabelecimentos e casas de diversão, assim como em praças desportivas que promovam espetáculos de lazer, entretenimento e difusão cultural. Os servidores que terão direito ao benefício são os agentes educadores, coordenadores de turno, encarregados de multimeios, secretária escolar, merendeiras e serventes.

"O reconhecimento destas categorias funcionais é um avanço, pois são servidores que também necessitam de amplo acesso à arte e à cultura", justificou o parlamentar.

segunda-feira, maio 07, 2012

Participação da Família - Educação Infantil

A importância da família na rotina escolar dos alunos de 0 a 6 anos, fase da vida da criança em que os pais costumam ser mais participativos, mas que, por outro lado, por inexperiência, têm mais dúvidas e medos. Como a escola pode ajudar esses jovens pais e mães? Qual a importância da Educação Infantil no desenvolvimento da criança? Para debater essas questões o programa ouviu pais e especialistas.

MULTIRIOSME

domingo, abril 22, 2012

Abaixo-Assinado pela Unificação da Carreira

Vamos dar um basta na discriminação dos profissionais da Educação Infantil!

Sabemos que juntos somos fortes!

Vamos divulgar e apoiar nossos companheiros da PBH!

Oi, gente!


Assinem o abaixo-assinado pela unificação da carreira. A abrangência é nacional, portanto divulguem para todos. A ed infantil exige o fim da discriminação a esta etapa da educação básica.


http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N23660

Abraços,
Thaís

Obs: estamos com quase 400 assinaturas.

sexta-feira, abril 20, 2012

Apoio aos professores da educação infantil de Belo Horizonte

O Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Infância e Educação Infantil – NEPEI e demais professores da Faculdade de Educação da UFMG vêm a público manifestar seu apoio às(aos) professoras(es) que atuam nas Unidades Municipais de Educação Infantil (UMEI) de Belo Horizonte, em greve desde o dia 14 de março de 2012. A luta dessas(es) profissionais da educação pela unificação das carreiras de magistério é uma luta por reconhecimento profissional e deve, no nosso entendimento, ser apreendida como parte do processo de reconhecimento social da importância da educação das crianças de 0 a 6 anos, direito reconhecido desde a Constituição Federal de 1988.
A Prefeitura de Belo Horizonte, ao iniciar o processo de ampliação do atendimento público em Educação Infantil na cidade optou pela criação de um cargo paralelo à carreira do professor municipal. Já naquele momento, chamamos a atenção para a inadequação dessa medida, uma vez que nossa legislação reconhece a Educação Infantil como Primeira Etapa da Educação Básica e define, sem  sombra de dúvida, que o profissional responsável pela docência nesse nível de ensino, é o professor, para o qual determina a mesma formação exigida para o professor que atua nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Com a criação do cargo de educador infantil, com salários, carreira e benefícios inferiores aos dos professores municipais, a PBH fere o princípio da isonomia, além de indicar, a despeito das propagandas nas quais a Educação Infantil é anunciada como prioridade no município, que essa etapa não recebe, do poder público municipal, o mesmo reconhecimento que ele atribui ao Ensino Fundamental.
O trabalho do professor que atua com crianças nos primeiros anos de vida – o que vale para a docência em outros níveis também – dedicando-se à formação humana, fundamentada em conhecimentos científicos e habilidades construídas ao longo de processos de formação e da prática profissional, reveste-se de grande complexidade. Não se justifica, assim, a adoção de carreira desvalorizada em comparação com aquela que se refere aos professores do Ensino Fundamental.
A valorização dos professores, um dos elementos fundamentais para o desenvolvimento de processos educativos de qualidade, está seriamente negligenciada pela política educacional municipal. A mudança da denominação Educador Infantil para Professor de Educação Infantil, e não a unificação da carreira de Professor Municipal, constitui-se em flagrante desrespeito aos direitos dos professores e das crianças, uma vez que as consequências da total ausência de valorização e reconhecimento profissional repercutem diretamente na qualidade da educação ofertada a elas. Para mencionar apenas um exemplo de consequências desse tipo de medida, destaca-se a tendência à alta rotatividade de professores. Ainda que esses profissionais  se identifiquem com essa etapa da educação, são levados a atuarem em outras funções que lhes confiram um maior reconhecimento social e econômico. Essa situação desfavorece o fortalecimento de uma cultura profissional e a consolidação de projetos pedagógicos consistentes para essa faixa etária.
O direito dos professores ao respeito, à dignidade e ao reconhecimento da importância de seu trabalho, do ponto de vista simbólico e material, são fatores que repercutem positivamente no desenvolvimento de projetos pedagógicos de qualidade. É isto que desejam e a que tem direito a população de Belo Horizonte, especialmente as crianças de 0 a 6 anos de idade.
Diante do exposto, solicitamos aos órgãos competentes, Ministério Público, Câmara de Vereadores, Prefeitura Municipal de Belo Horizonte que tomem as devidas providências para fazer valer esse direito.

 http://primeirainfancia.org.br/?p=8714

terça-feira, abril 17, 2012

Movimento Mulheres em Luta: Educação Infantil de qualidade: só com professora ...

Educação Infantil de qualidade: só com professora valorizada!

Nota de apoio à greve da Educação Infantil em BH
 
Declaramos todo o apoio à luta das(os) educadoras(es) infantis de Belo Horizonte, que se encontram em greve há mais de 20 dias devido ao desrespeito com que são tratadas(os) por parte da PBH e sua Secretaria de Educação. A Prefeitura se nega a considerá-las como professoras e a igualar suas carreiras e salários com os professores municipais – uma luta antiga das educadoras, que possuem a mesma formação profissional (ensino superior) e ganham cerca de 40% menos que os professores do ensino fundamental.

O prefeito Márcio Lacerda se recusa a negociar, ataca o direito de organização e luta das professoras com medidas de repressão interna e mente para a imprensa e para a população dizendo que já apresentou sua proposta – um projeto que apenas muda a nomenclatura do cargo de educadora, mas não unifica as carreiras e não iguala os salários com os demais professores.

O fato de essa ser uma categoria essencialmente feminina, e a concepção machista de que “cuidar” de criança é função de mulheres e, portanto, uma função menos qualificada, contribuem para fortalecer a política de desvalorização dessas profissionais implementada pela PBH. Muitos consideram a Educação Infantil como extensão do trabalho feito pela mulher em casa ou, simplesmente, vêem as UMEIs como local para deixar seus filhos enquanto vão trabalhar.

Nós, do Movimento Mulheres em Luta/CSP-Conlutas, nos solidarizamos com a indignação das educadoras e chamamos todas as mulheres a apoiar essa greve, que é parte da luta pelo direito à Educação Infantil para seus filhos, com vagas para todos e com a qualidade que essa etapa do ensino merece. E não há escola infantil de qualidade sem profissionais valorizados! A luta das educadoras infantis também é parte da luta de todas as mulheres por salários melhores e por terem suas profissões valorizadas – pois as profissões ditas “femininas” ainda continuam sendo as mais desvalorizadas e mal pagas no mercado!

Todo o apoio à greve! Viva a luta das Educadoras Infantis!
Pelo direito de luta e organização sindical! 
Contra a repressão e as mentiras da PBH!

Movimento Mulheres em Luta
 
http://mulheresemluta.blogspot.com.br/2012/04/educacao-infantil-de-qualidade-so-com.html