Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, junho 28, 2011

Bônus aos burocratas e sobrecarga aos trabalhadores

Os Agentes Auxiliares de Creche do Rio de Janeiro não aguentam mais!

A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro atingiu o plano de metas estipulado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Que maravilha! Crianças aprendendo mais, professores comprometidos com a educação, Auxiliares de Creche comprometendo a própria saúde para cuidar de 25 crianças por turma. E quem ganha o Bônus? O Nível Central e as Coordenadorias Regionais de Educação.
O Senhor Prefeito, Eduardo Paes, vem a público declarar que é o sistema empresarial, em que metas são traçadas e, ao serem atingidas, todos dividem o bônus, se aplicando na área pública. Todos, Senhor Prefeito? Bônus, Senhor Prefeito?
Hoje chego ao meu local de trabalho e descubro que 12, não 2 ou 4 ou 6 mas 12, funcionários foram transferidos para outra unidade. Com a finalidade de suprir a falta de pessoal, com a saída das recreadoras no próximo dia 30 de junho. Sendo que a grande maioria de funcionários, desta outra unidade, era, ainda, de contratados . Virando do avesso a vida funcional e pessoal dos 12 Agentes Auxiliares de Creche que foram deslocados e sobrecarregando, desta maneira, tanto os que serão realocados em outra creche quanto o restante que ficou para, heroicamente, manter a creche funcionando.
Aí, eu pergunto: onde estavam os burocratas agraciados com o bônus que não previram a necessidade de substituição imediata para a saída destes funcionários terceirizados? Onde a equipe de laureados que desfalca uma creche municipal para, mal, cobrir metade da outra? Onde o planejamento, a programação, as metas, o controle regional de uma coordenadoria? Onde o respeito não só com o funcionário mas, principalmente com o cidadão?
Áh, sim; os Professores de Educação Infantil estão chegando. Pois, eu prevejo que se antes (e ainda agora), nós AACs não tínhamos a quem auxiliar, agora os PEIs não terão quem os auxiliem por, no mínimo uma hora. Por que, doravante, muitos terão que dar entrada e/ou saída sozinhos para suprir a necessidade de pessoal.

Sim, teremos uma grande convocação de Agentes Auxiliares de Creche para breve. Mas, de que adianta se nossa Secretária de Educação, juntamente com o Prefeito não param de inaugurar novas unidades de creche e Espaços de Desenvolvimento Infantis? Sem falar que há uma recomendação para que se seja rigoroso com as pericias para evitar os candidatos propensos a doenças. Porque muitos de nós estão adoecendo e entrando de licença. Será que nossos burocratas pensam que já entramos doentes em nossos postos? Que com toda a sobrecarga que temos deveríamos estar lívidos, leves e sorridentes? Que não temos participação nesse cumprimento de metas com nosso efetivo trabalho pedagógico? Que basta alguém traçar, para essas metas serem atingidas por si só?
Ponha a mão na consciência, Senhor prefeito. Valorize quem está na ponta da educação infantil, lidando diretamente com esses pequenos educandos. Olhe para nós e nos dê dignidade para trabalhar. Não queremos fugir do que nos é devido. Só queremos reconhecimento pelo que fazemos além de nossas atribuições para que o senhor atinja suas metas. Não queremos bônus. Queremos salário compatível com o nosso fazer pedagógico. Do contrario, corre o risco de todo o seu sistema empresarial entrar em colapso e sua empresa falir.

Texto do AAC Walmir

terça-feira, janeiro 11, 2011

Sobram 780 vagas em concurso para professor

Segundo Secretaria Estadual da Educação, candidatos desistiram de participar de curso obrigatório ou não foram aprovados na avaliação final.

Com 100 mil professores temporários na rede de ensino, o governo do Estado de São Paulo não conseguiu preencher 780 vagas do último concurso público para a carreira. No sábado, um decreto do governador Geraldo Alckmin (PSDB) nomeou 9.304 novos docentes - eram 10.083 vagas.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação, sobraram vagas porque muitos dos melhores colocados na primeira fase do concurso desistiram de participar dos quatro meses de curso obrigatório ou não foram aprovados na avaliação ao final das aulas. "Os candidatos que deixaram de participar do curso de formação ou não foram aprovados na prova são considerados reprovados no concurso", explicou a secretaria em nota.

Foi a primeira vez que os aprovados em concurso tiveram de passar pelo chamado Curso de Formação Específica antes de assumir o cargo. "Do ponto de vista pedagógico, o curso foi bem interessante. Para mim, que venho do Paraná, também foi bom para ter um primeiro contato com a rede, mas colegas que já atuavam no Estado reclamaram um pouco", contou André Furtado Lima, que será professor de sociologia em Piracicaba.

Os professores nomeados começam a dar aulas para ensino médio e segunda etapa do ensino fundamental (do 6.º ao 9.º anos) já em fevereiro, no início do ano letivo. As vagas remanescentes para docente efetivo só poderão ser preenchidas se a secretaria abrir uma nova turma do curso preparatório. Não há previsão de data para que isso aconteça.

Ao assumir o cargo de secretário de educação na semana passada, Herman Voorwald disse acreditar que a nomeação dos novos docentes melhoraria a relação entre efetivos e temporários na rede. "Cada um pode deslocar dois ou três (professores temporários com jornadas pequenas), o que diminuiria bastante o número de temporários", afirmou.

Professores da rede, porém, dizem que muitos dos convocados não assumirão o cargo. "Para quem já era efetivo, como eu, o curso também dá pontos para melhorar na carreira. A lei permite que eu assuma um segundo cargo, mas tenho três colegas que fizeram o curso e não querem mais aulas", afirmou um professor que pediu anonimato.


Docentes na rede estadual

115.910
efetivos por concurso público

73.927
não concursados, mas estáveis

28.700
temporários sem estabilidade