
Copiado da matéria original em: http://www.rioeduca.net/programasAcoes.php?id=48
Acho que encontramos "UMA ALMA"!!!
O Vereador Paulo Messina propõe à SME alterar a lei que deu origem ao concurso de AAC, no anexo I onde se estabelece o turno de 40 horas, para 30 horas.
Leiam a matéria completa:
Sobre a Lei para AACs: Compatibilização de Horários de Profissionais de Creche:
http://blog.messina.com.br/2010/11/10/compatibilizacao-de-horarios-de-profissionais-de-creche/
Entendendo o processo de construção da identidade profissional na Educação Infantil CERISARA, Ana Beatriz |
FED, UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO |
abril, 2008 |
Texto Completo (portal externo) |
Resumo |
RESUMO: A proposta deste trabalho foi a de identificar aspectos que pudessem contribuir para elucidar o processo de construção da identidade das profissionais de educação infantil, a partir de dados empíricos obtidos junto às auxiliares de sala e professoras que trabalham nas Creches da RMEF. A análise realizada permitiu, também, propor uma nova identidade para essas profissionais, condizente com as peculiaridades das instituições de educação infantil em sua situação contemporânea. As profissionais destas instituições foram pensadas a partir da forma como estas profissões têm se constituído historicamente: são profissões que se construíram no feminino e que trazem consigo as marcas do processo de socialização que, em nossa sociedade, é orientado por modelos de papéis sexuais dicotomizados e diferenciados, em que a socialização feminina tem como eixos fundamentais o trabalho doméstico e a maternagem. A dinâmica das relações entre as profissionais de creche foi analisada a partir da presença ou não de conflitos e de relações hierárquicas entre as profissionais de creche, buscando compreender as modalidades de poder reservadas ao gênero feminino em nossa sociedade e apreender alguns dos aspectos formais determinantes destas relações (salário, carga horária, divisão de tarefas). Considerando que o gênero é constitutivo das relações sociais fundadas sobre as diferenças percebidas entre os sexos e um primeiro modo de dar significado às relações de poder, a tentativa foi de romper com a tendência que se consolidou nos últimos anos, a de considerar todo trabalho profissional feminino, que guarda as características do trabalho doméstico, como negativo em si. O objetivo foi compreender como se dá a contaminação das práticas femininas domésticas com a prática profissional das mulheres que trabalham em creches e pré-escolas. O esforço foi no sentido de refletir a respeito da positividade destas formas femininas de relacionamento e de organização do trabalho das profissionais, em especial para o trabalho que devem realizar com crianças de 0 a 6 anos. A profissional de educação infantil deve ser entendida como uma nova atriz social que ao trazer para a esfera pública e coletiva a referência à maternidade e ao universo doméstico, re-significa o papel tanto da mãe quanto da professora em direção à construção. |
Assista o vídeo de apresentação do curso:
http://www.youtube.com/watch?v=um6TNGjPT2A
Justificativa:
Diferenciar alfabetização e letramento, tendo em vista a relevância que o termo tende ganhar no cenário atual, onde a sociedade se apresenta cada vez mais centrada na escrita. Expondo e investigando o sentido das palavras: Quais seus significados, suas utilidades, como usar estes conceitos na prática?
O curso visa discutir o fenômeno do letramento, diferenciando-o do processo de alfabetização que muitos ainda insistem em realizar, bem como fazer com que os profissionais da área educacional reflitam sobre sua prática pedagógica, atualizando-se em termos de novas teorias.
Objetivos: Capacitar os profissionais de educação para que alfabetizem letrando, ou seja, não apenas ensinando os alunos a decifrarem sinais e letras, mas levando-os a apropriarem-se da linguagem como um todo, por meio de práticas sociais de leitura e escrita que circulam em nossa sociedade.
Conteúdo programático (Dividido em 8 módulos):
Autoria e tutoria: Profª Patrícia Lopes da Fonte ( Paty Fonte) - Educadora carioca especializada em pedagogia de projetos. Idealizadora e diretora do site Projetos Pedagógicos Dinâmicos. Defende uma educação inovadora, prazerosa e de qualidade baseada na construção do conhecimento. Ministra cursos diversos de capacitação (educação continuada) a professores em serviço, coach, palestrante. Autora de inúmeros artigos e mais de 100 temas de projetos pedagógicos. Acredita que educação gira em torno de estar entusiasmado com algo, e que paixão é fundamental no processo ensino-aprendizagem.
Nosso curso é indicado para: Pedagogos, Psicopedagogos, Professores, Educadores, Coordenadores Pedagógicos, Diretores de Escolas, Estudantes de Pedagogia, Letras e Licenciaturas , Estagiários na área de Educação e demais interessados no tema.
Carga horária: A carga horária estimada para esse curso e de 80 horas/aula (aproximadamente 8 semanas), divididas entre estudos e interação online e pesquisas offline.
O horário de estudos é determinado pelo próprio aluno de acordo com sua disponibilidade.
Requisitos Necessários: Computador com acesso a internet. E necessário que o aluno saiba navegar pela internet, fazer download de arquivos e enviar e-mail.
Os alunos receberão orientações e manuais para que possam navegar na plataforma virtual de aprendizagem e utilizar as ferramentas disponíveis, além de acesso constante ao suporte técnico e pedagógico.
Avaliação e Certificado:
Os cursos online estão classificados como cursos livres de atualização, aprimoramento, qualificação profissional e pessoal sob a perspectiva de Educação Continuada. Todos os cursos e oficinas com menos de 200h/a estão isentos de qualquer reconhecimento pelo MEC ou Secretarias de Educação - Base legal: Lei de Cursos Livres, nº. 9394/96 art. 67 e 87, inciso III e Parecer nº. 64/2004 - CEDF.
Os alunos que concluírem 75% das metas do curso, obterão o certificado.
Investimento e Formas de pagamento:
O investimento neste curso é de: R$ 70,00 (Setenta Reais) incluindo certificado enviado via e-mail. O pagamento é realizado através do sistema Pag Seguro, que aceita cartões de credito (os quais pode parcelar), debito automático em conta ou boleto bancário – que pode ser pago em qualquer agência ou em lotéricas.
Esse tipo de pagamento é rápido e seguro, garantido pela UOL que mantém sigilo absoluto dos dados.
Pagamentos à vista também podem ser realizados através de depósito bancário, a combinar via e-mail.
Pacotes especiais para a grupos .
A proposta deste texto é mostrar, esclarecer, objetivar o termo professores leigos na função de Agente Auxiliar de Creche nas creches públicas do Rio de Janeiro.
Podem querer descontextualizar nossos objetivos, porém não passam de meras palavras e artifícios para resguardo de suas próprias ações.
S O M O S
P R O F E S S O R E S!!!
No Instituto de Psicologia (IP) da USP, uma pesquisa com professores amazônidas, que atuaram como leigos em escolas ribeirinhas e da floresta, revela que tornar-se professor é constituir, repetir, (re)produzir, de modo singular, uma prática discursiva institucional. "É essa própria prática que autoriza o professor, inclusive o leigo, a ocupar o lugar de quem ensina", aponta a pedagoga Cláudia Murta, autora de uma tese de doutorado sobre o tema.
Segundo a pesquisadora, a docência leiga é uma descontinuidade, uma fratura no discurso da pedagogia moderna, apesar de ter se mostrado como parte integrante desse mesmo discurso.
Os professores amazônidas envolvidos no estudo ingressaram no magistério na condição de leigos e muitos não chegaram a completar as quatro primeiras séries do ensino fundamental. Outros não possuíam sequer o nível de escolaridade no qual lecionavam. Mesmo assim, e em condições adversas, assumiam a função docente com autoridade, ministrando aulas em escolas palafitas, à beira do rio, ou em ranchos de palha, na floresta, com turmas multisseriadas.
Como alguém se torna professor à margem do sistema oficial de formação e credenciamento pedagógico, e que dispositivos autorizam e legitimam um professor leigo a ocupar o lugar de quem ensina? Na tentativa de elucidar questões como estas, a pedagoga selecionou para análise 16 redações, entre 96 produzidas por professores que participavam de um Programa de Formação de Professores. "As 16 redações escolhidas foram produzidas por professores que ingressaram no magistério tendo como nível de escolaridade o ensino fundamental incompleto", conta Cláudia, lembrando que o tema da redação era "Como me tornei professor".
O Programa foi fruto de um convênio celebrado em 1999 entre a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) do Pará, a Universidade Federal do Pará (UFPa), a Universidade Estadual do Pará (UEPa) e a Universidade da Amazônia (Unama). O Projeto objetivou formar, em nível superior, professores leigos do ensino fundamental e médio em exercício nas redes municipal e estadual de ensino, em diversos municípios no Estado do Pará, como Tucumã, Rio Maria, São Felix do Xingu e Cumaru do Norte.
Sujeito e instituição
Usando a estratégia da análise do discurso, Cláudia observou as singularidades nas redações. "Na recuperação de sua trajetória profissional, os professores estabeleciam significações com a sua história pessoal, com as figuras de professores exemplares que marcaram as suas vidas, com a instituição escolar ou com a pedagogia moderna - prática discursiva dominante a partir da qual todas essas relações se tornaram possíveis nas redações", observa.
A análise das redações procurou articular duas dimensões: o singular e o institucional. "As singularidades que se mostraram nas redações foram sendo fabricadas a partir do lugar do qual esses sujeitos estavam falando, o lugar de professor. Trata-se, portanto, de uma singularidade vinculada, de forma muito particular, ao contexto institucional".
Cláudia também analisou as regularidades discursivas nas redações. Essas foram reunidas em nove grandes temas. Entre esses, estão o percurso de escolarização narrado desde a infância, as motivações que levaram esses professores a ingressarem no magistério (dom, sina, sonho, acaso, fatalidade), a idéia de progresso e futuro, entre outros. "Pude ressaltar como os professores, em suas produções discursivas, repetem e legitimam, em suas rotinas pedagógicas, o discurso da pedagogia moderna, por efeitos de reconhecimento e desconhecimento".
Segundo a pesquisadora, "a docência leiga subverte um princípio fundamental da pedagogia moderna, segundo o qual os saberes socialmente válidos são aqueles transmitidos pelos sistemas escolares, por professores que passaram por um rigoroso processo de formação escolar para assumir profissionalmente a tarefa educativa e ocupar o lugar de quem sabe". Entretanto, ela concluiu que, mesmo entendida como uma descontinuidade, a docência leiga é um acontecimento que se dá dentro da rede discursiva da pedagogia moderna, faz parte dela, já que é um dispositivo instaurado para dar conta das demandas da Modernidade, que exige a universalização da educação.
Segundo a pesquisadora, "a docência leiga subverte um princípio fundamental da pedagogia moderna, segundo o qual os saberes socialmente válidos são aqueles transmitidos pelos sistemas escolares, por professores que passaram por um rigoroso processo de formação escolar para assumir profissionalmente a tarefa educativa e ocupar o lugar de quem sabe"